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quarta-feira, 6 de abril de 2016

Silêncio: Quando estar sozinho é bom!


Desde que a criança nasce há um esforço da sociedade para que ela se ocupe. Para que seja estimulada a conviver com outros. Para que se socialize, e que interaja com o mundo mediada pelo adulto. Para que seja entretida. 

Muitas cores, barulhos e sons, muitos estímulos para que a criança saia de si mesmo para observar o mundo.  
Sem que tenha tempo para descobrir a alegria de ter pensamentos sozinhas, é estimulada excessivamente com barulhos diversos.
Sem que possa observar a natureza em seu ritmo, é estimulada a observar pelo ritmo escolar. 
Sem que tenha descoberto e explorado o seu mundo familiar, é levada a distanciar-se do lar.
A criança precisa da família e do silêncio, para observar e criar pensamentos e hipóteses em relação ao mundo que a rodeia. Com suas memórias ela irá construir suas primeiras narrativas e assim desenvolver-se mentalmente. E estas narrativas são fundamentais para o desenvolvimento da linguagem. A neurociência atual diz que a criança utiliza partes diferentes do cérebro quando narra uma história, e que estas novas conexões desenvolvem a sua linguagem. 

E como poderá realizar toda esta complexa atividade se não tiver primeiro criado memórias, depois, pensado sobre estas memórias para então transformá-las em palavras? 
Qual o tempo e o espaço que estamos oferecendo para a criança se desenvolver naturalmente?  

Suspeito que a criança não fará isto por si mesma dentro do relógio escolar, mas sim, em seu relógio interno. Só em seu próprio tempo a criança poderá desenvolver uma narrativa original, interagindo com o que ouve e vê, e em seu tempo, transformando isto em seu pensamento. 

Isto nos leva a perguntar : Será que o objetivo atual do ensino é que todas as crianças desenvolvam a mesma narrativa? 

Por que não há tempo para o silêncio? E não falo do silêncio fabricado em salas de aula, com técnicas, mas o silêncio natural que vem de dentro.

Sim,  as técnicas poderão ajudar aquelas crianças que precisam frequentar a escola (por motivos familiares) ou que estão em escolas especializadas e aplicam o silêncio de forma organizada como no método Montessori. No entanto, para as crianças que estão com suas famílias durante toda a primeira infância, a técnica pode ser menos necessária do que o bom exemplo.  Uma forma eficaz de ensinar o silêncio, dentro do lar, é silenciando e em família, aprendendo a silenciar.


Ter o silêncio como prática diária. Manter os eletrônicos desligados. Ouvir a natureza. Ouvir o ambiente. Silenciar o lar como parte da rotina. Não é preciso passos ou tempo para se fazer isto, não estamos aprisionados em grades curriculares, o dia possui 24horas de oportunidades para ouvir o silêncio e aprender a silenciar. Faça ser parte da rotina. Que não seja um momento isolado ou uma exceção, mas a regra. E que a quebra do silêncio seja a exceção. 

Lembre-se: No silêncio, enquanto ouve o mar, enquanto observa o vento nas folhas de uma árvore, ou persegue com os olhos o caminhar de uma formiga, a criança lê a natureza e assim aprende a ler a si mesma. E aprende a ler a família.
Aprende a concentrar-se e aquietar-se e a ouvir o mundo.
A perceber-se como parte de um todo muito maior.


Uma pergunta que me fiz escrevendo este texto  é: Será que uma criança que aprende a conviver primeiro consigo mesma, poderá ter mais chance de saber lidar com os problemas da vida adulta?  (Onde a maioria das decisões importantes são tomadas individualmente e primeiramente dentro da consciência ).

Eu não tenho a resposta, mas se isto for verdade, é urgente criarmos  nossas crianças para não temerem o silêncio, como alguns adultos que não conseguem ficar um minuto do dia sem estímulo auditivo ou visual (seja ligando a televisão ou ouvindo música, ou vendo vídeos). Adultos que não suportam o silêncio, pois é no silêncio que poderão ouvir a si mesmos .

E crianças que não tenham medo de dormir sozinhas no escuro, quando não há nada de assustador ali, apenas a ausência dos estímulos externos e a própria imaginação. É no escuro que podemos visualizar e ouvir nossos próprios pensamentos. 

Concluindo, como disse Maria Montessori  "As crianças não são apenas sensíveis ao silêncio, mas também às vozes que as chamam para fora do silêncio".  Que não seja a nossa voz que constantemente retira a criança de seu estado de silêncio, mas a voz que a chama quando realmente tem algo para lhe falar.  

Não precisamos ter medo da criança estar sozinha com seus pensamentos, pois nestes momentos, estar sozinho é bom.

Na imagem que ilustra este post, meu filho estava sentado observando o mar. Por minutos ficou ali só olhando as pequenas ondas, às vezes batia na água e ria. Depois silenciava. Eu fiquei observando ele absorvendo a natureza em sua volta e toda a riqueza daquele momento. 
Depois de muito tempo sentado e concentrado, como ele jamais ficava em outras atividades, levantou-se e brincou como sempre.  Quando chegamos em casa, e eu entrei no "modo mãe" colocando a roupa da praia para lavar, dobrando a roupa do varal e molhando as plantas  (tudo ao mesmo tempo) , ele me olhou correndo e tentando abraçar o mundo em 5 minutos rs e ele me disse: "Relaxa mamãe". "Como?" eu perguntei. E ele repetiu pausando: "Re laaaa xa". Eu ri e desacelerei. Como toda mãe, eu realmente preciso aprender a relaxar. 




Glaucia Mizuki

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O Iceberg da Socialização Escolar Infantil e a Falsa Tolerância.



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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O Iceberg da Socialização Escolar Infantil e a Falsa Tolerância.


Pensando aqui no velho argumento da socialização escolar, usado por muitos que são contra a Educação Domiciliar. No entanto, o que se esconde por trás deste argumento tão defendido?

Na verdade, esta ideia revela a concepção que o adulto possui sobre a criança e o desenvolvimento infantil . Talvez, sem intenção ou até intencionalmente, quando um adulto julga que a criança precisa mais do social do que de si mesma  para se desenvolver totalmente, está dizendo também que seu potencial individual só será alcançado em detrimento da convivência diária com outras crianças da mesma idade e um ou dois adultos que não sejam familiares. Pois é isto que estão chamando de social, quando defendem a socialização escolar, simplesmente ignoram as possibilidades de socialização além do ambiente escolar. Estão desconsiderando as possibilidades de convivência social dentro do âmbito familiar e comunitário. 

Este adulto está afirmando que o potencial individual da criança, aquela chama criativa que Montessori descreve como um embrião espiritual, simplesmente não existe. 

Este adulto também está afirmando que conviver com pessoas da família, que realmente amam a criança, é menos “produtivo” para o seu desenvolvimento, pois a convivência forçada com outras crianças produzirá “tolerância”. Como se a família estivesse reclusa em quatro paredes sem conviver em sociedade ou ainda que a convivência com pessoas de todas as idades não a preparasse melhor para ser um adulto tolerante do que apenas conviver com crianças da mesma idade de uma comunidade apenas.
      

 Este adulto ainda está ignorando a maneira como a criança aprende. Sim, a criança aprende sozinha. Até mesmo Paulo Freire chegou a esta conclusão, de que “ninguém ensina ninguém”, mas muitos que acreditam nesta frase a complementam dizendo para si que isto não se encaixaria no que se refere aos pequenos. Pois estão errados. A criança aprende de si mesma. Aprende com sua motivação e curiosidade impulsionando-a. Por isto um ambiente preparado no lar poderá ser  melhor para seu desenvolvimento do que o dia inteiro em uma sala cheia de outros bebês, e uma ou duas professoras fazendo malabarismos para suprir suas necessidades (e muitas vezes ficando imóveis em berços ou visualizando os mesmos estímulos coloridos e exagerados diariamente, como muitos dos brinquedos desnecessários presentes em várias escolas). 

Nada justifica obrigar uma criança de 0 a 6 anos a frequentar o ambiente escolar, sem que a família tenha necessidade de fazer isto. E cada família tem seus motivos e razões para optar por isto. Há famílias que as mães sustentam sozinhas o lar e aí é quase impossível praticar o Homeschooling Integral mas conseguem fazer parcialmente (e há casos que com o apoio de avós e familiares estão conseguindo).

Tudo é questão de prioridade e de escolha quando o assunto é Educação dos filhos, não é mesmo? No entanto cada família deve respeitar suas limitações e elencar suas prioridades, o que não pode é achar que só há o seu jeito (e o que o ensino escolar obrigatório nos diz é exatamente isto, só há o jeito escolar de ensinar).
Esquecemos da socialização? É o que pensam, não é mesmo?

A verdade é que nenhuma criança necessita estar dos 0 aos 6 anos, durante esta fase tão delicada e potencialmente criativa da vida, rodeada por um ambiente não familiar e com pessoas "estranhas". Neste período da vida a criança precisa muito mais da afetividade e de um ambiente familiar , do que interagir com 30 ou 40 outras crianças da mesma idade e de um adulto ditando as regras. As demais necessidades da criança, sejam especiais ou não, podem ser atendidas de forma especial com ajuda profissional.

É óbvio que não falo em isolamento (pois quem compreende o que é Homeschooling sabe que este argumento é um mito da ignorância do que realmente significa a Educação Domiciliar) e também não falo de individualismo mas de individualidade, (apesar de achar óbvio isto para quem conhece o assunto, é sempre bom reiterar aos que costumam distorcer os textos para os extremos),  mas,  sim,  defendo a criança, em seu lar, rodeada de pessoas que a amam e em um ambiente que permita o auto aprendizado. Onde o adulto não é o protagonista, mas o mediador. Esta é uma realidade de muitas famílias, que ainda são minoria e como toda minoria deveria ser também ouvida e tolerada. 

Pois, cá entre nós,  até que ponto esta "micro sociedade" chamada escola que força uma convivência artificial pode garantir como resultado a aclamada tolerância das diversidades (uma das teclas mais batidas ). O que seria tolerância? De acordo com dicionário "A tolerância, do latim tolerare (sustentar, suportar), é um termo que define o grau de aceitação diante de um elemento contrário a uma regra moral, cultural , civil ou física.” No entanto é tão incoerente e falsa esta tolerância vendida pelos que argumentam contra o Homeschooling, que me causa risos. Como podem pregar a tolerância ao mesmo tempo que não toleram os que não querem se submeter ao ensino escolar?  

Enfim,  por tudo isto,  sempre que alguém argumenta que a criança não irá se desenvolver adequadamente sem a socialização escolar, por baixo da superfície a pessoa está dizendo :

 "Se não controlarmos de forma coletiva os impulsos naturais da criança , ela não será o adulto que queremos que ela seja. Por isto precisamos controlar o corpo delas (sentados em cadeirinhas minúsculas pelo tempo que determinamos), precisamos dizer o que ela precisa aprender (o currículo é nosso e os pais não podem interferir, nós que sabemos o que seu filho precisa aprender). Precisamos fazer elas mostrarem algum resultado de nosso trabalho (seja nas quantidades absurdas de tarefas para casa, ou trabalhos feitos atropeladamente e enviados no final do bimestre ou ainda nas apresentações "fofinhas" de dias festivos em obrigaremos seu filho a ensaiar e decorar).Sim. E enquanto fazemos isto tudo você estará livre para ser você mesmo e alcançar seu sucesso individual, sim, porque você sim que é um indivíduo com escolha e cheio de potencial, não precisa perder horas com um outro ser tão pequeno. Não se prenda!"

Dito isto,afirmo que sim, as escolas são necessárias, mas para quem possui necessidade delas. Não deveriam ser obrigatórias. E sim, há educação fora do currículo escolar (acho que alguns podem até desmaiar lendo isto rsrs).

E por isto o argumento da socialização é um imenso Iceberg. Na superfície há a impressão positiva que a criança precisa de um convívio com outras crianças de sua idade, e com este argumento escamoteia-se todas as concepções distorcidas de infância e desenvolvimento infantil, toda a limitação do adulto de compreender na criança um ser que não precisa ser controlado ou ser separado da sociedade.

Uma ilustração exagerada para visualizar isto seria lembrar dos leprosos dos tempos bíblicos ou os loucos na idade média, a criança seria este ser diferente que precisa ser isolado, colocado em quarentena, entre seus iguais, para não contaminar a sociedade. Imagine se a sociedade toda se contaminar com a criatividade e o impulso de aprendizado infantil? Pode parecer um pouco exagerado pensar isto, mas até os apóstolos tentaram isolar as crianças de ter contato com Cristo ao que o Ele falou: "Deixai vir a mim as criancinhas, não as impeçais".  

Olha, se você tem um filho pequeno e saiu com ele dia de semana em horário escolar sabe exatamente o que estou falando. Os olhares das pessoas por ter uma criança ali, fora da escola, solta na sociedade! Os olhares dizendo “Que absurdo! Socorro ! Uma criança solta! Prendam já!”. E muitos não resistem e perguntam “Você está indo para a escola? Faltou a aula hoje?”. E sem falar nos parques vazios e o silêncio das ruas, e os olhares de reprovação dos adultos ao ver que você está ali passeando com seu filho na livraria quando ele deveria estar lá, contido com seus “pares”. E enquanto eles olham para meu filho e veem a desordem de minha desobediência, eu vejo o silêncio do mundo e penso em todas as crianças que poderiam estar ali apenas brincando e sendo crianças. 

Eu sei que no Homeschooling a criança não viverá somente de rosas (não falei isto em nenhum momento). E até por isto a ação do Estado se faz necessária, provendo escolas para os que necessitam e fiscalizando os que assumem a Educação dos filhos para si. Isto pode gerar um outro texto no futuro, mas sim, posso adiantar que a minha posição não é ser contra escolas e nem contra a ação do Estado em fiscalizar os Homeschoolers.

Como mãe e Educadora domiciliar, não sinto nenhum embaraço em prestar contas do que ensino e do trabalho educativo que realizo em meu lar. Tanto que o compartilho abertamente em diversas redes sociais, até como forma de inspirar outros pais. Penso que fiscalizar que não há o abandono intelectual é uma coisa totalmente diferente do que obrigar as famílias a utilizarem o currículo do MEC.

Eu só queria mesmo que os adultos parassem de fingir que querem colocar as crianças nas escolas por se importarem com elas, porque o iceberg emergiu, e não há mais como esconder. Não dá mais para mentir que colocou o filho no jardim com 4 meses para ele deixar de ser egoísta e aprender a viver em sociedade. Seu filho precisa mais de você do que de outros 30 bebês chorando por atenção. 

Pense nisto, e um bom dia!

Glaucia Mizuki
Pedagoga e Coaching Educação Domiciliar

Fotografia Menino com doce, feita pelo fotógrafo DIOGO TEIXEIRA, utilizada aqui para adoçar a vida de todos os que ainda sentem amargor por trás do tema Socialização Escolar... rs.


Para ilustrar, esta imagem da internet, no aquário o peixinho preso (é como imaginam que seja o Homeschooling, ao lado o peixe solto no oceano (como o Homeschooling realmente é). Então a imagem de vários peixes iguais (os pares) caminhando juntos (o que seria a escola ) e ao lado o que realmente é (sendo enlatados,confinados,formatados).

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terça-feira, 26 de maio de 2015

Você não está sozinho: o drama dos grupos de Ensino Domiciliar

Nestes últimos meses tenho acompanhado várias famílias em seu processo de definir qual caminho seguir, tanto nos grupos em que participo como nas Consultorias que realizo, percebo um movimento orgânico e muito semelhante. 

Este "algo" aparece como um ponto comum, unindo todas estas famílias com um cordão invisível, cada família com seus valores e práticas educativas. Cada família com seu currículo e carga horária, e mesmo assim, com muito em comum.

Você pode ter lido até aqui e pensado, mas eu não tenho currículo ou carga horária, aqui é tudo muito natural. E muitas famílias acreditam  que não possuem um currículo, mas todas possuem. 

O fato de você não definir por escrito, não quer dizer que não tenha em mente um esboço do que priorizou para sua família em termos de aprendizado, e este é seu currículo. Se você não tem horário definido, e é guiado pela chuva ou sol ou pelo interesse da criança, ali está sua carga horária (diária ou semanal).

Então, o que mais estas diferentes famílias teriam em comum?

Busca pelo Conhecimento

Hoje no Brasil mais de duas mil famílias já praticam a Educação Domiciliar, e é um movimento que está crescendo cada vez mais. E estas famílias tem buscado informação e formação sobre o tema Educação Domiciliar, e sobre todos os outros temas de interesse de suas próprias famílias.

Então, uma das coisas que podemos ver em comum entre todas as famílias é esta positiva busca pelo conhecimento. Aquela mesma curiosidade que admiramos nas crianças agora tem unido famílias de todos os lugares. E assim a grande comunidade virtual de educadores domiciliares tem se costurado nos últimos meses, com uma grande sede por aprender.

Transformação da Rotina Familiar
Muitas famílias começam adaptando sua rotina para o Homeschooling, mas com o tempo vão percebendo todas as possibilidades de ensino e aprendizado dentro da rotina e vão alterando elas. 
Há famílias que passaram a fazer mais passeios depois do Homeschooling (museus, teatros, zoológicos, feiras diversas...), há famílias que passaram a ter mais momentos em família (melhorando o vínculo familiar através do diálogo), enfim, se elas começaram apenas querendo ensinar os filhos em casa, então, sem perceber, foram transformando toda a sua rotina.


Transição e mudanças de currículos 
Sim, como a família é um organismo vivo, a educação no ensino domiciliar sempre está se alterando. As prioridades, os currículos, os interesses dos filhos passam a ter mais valor, tudo vai se alterando com o tempo. 
É bem comum, entre as famílias, começarem seu ensino domiciliar de um jeito (do jeito que compreendem ser importante naquele momento) e depois com o tempo alteram totalmente sua forma de realizar a Educação Domiciliar. 

É normal num primeiro momento, trazer "a escola" para dentro casa, e aí, depois, ir adaptando e alterando tudo para formar seu próprio conteúdo programático.

A compreensão da flexibilidade e da liberdade que o Ensino Domiciliar proporciona é algo que é absorvido no ritmo de cada família e de forma diferente, mas no fim, todas vão encontrando seu caminho de compreender isto (seja estudando e pesquisando sozinho ou estudando com a ajuda profissional de um Pedagogo). 

E há muitas outras características em comum entre as famílias homeschoolers, e estas semelhanças vão formando este "algo" que falei no começo e que constrói esta grande comunidade virtual de famílias que ensinam em casa.

Você pode se perguntar agora para que escrever um texto sobre isto? Eu escrevi, pois tenho esperança neste "algo" em comum, penso no quanto estas famílias diferentes poderiam se unir. 

Claro, acho importante que haja diversidade de grupos, pois nos microgrupos elas conseguem buscar similaridades com seus valores e se especializar nas práticas e conteúdos importantes para aquele grupo familiar, mas, desejo muito que estes pequenos grupos não sejam conchas,espero que as famílias  não se fechem. 

Não tranquem as portas dos pequenos grupos familiares. Abram espaço para trocas. Abram espaços de compartilhamento de ideias, sem dramas. O conhecimento não é algo restrito, assim como você começou a buscar um dia, alguém neste exato momento está lendo este texto e começando a buscar também. Ajude no que puder.

E se você está começando a buscar informações, seja generoso também. Busque primeiro no google (há muitos textos e vídeos sobre o tema atualmente), busque no facebook (há grupos diversos com materiais para todas as idades), faça cursos (sim, há muitos cursos bons atualmente e palestras também sobre conteúdos diversos. Eu sinceramente preciso abrir um parêntesis aqui para tanta bobagem que eu li nos últimos dias sobre cursos online, mas isto vai ficar para outro post! rsrs)
Em resumo...leia e muito. As pessoas que possuem informações sobre o tema geralmente tem amor pela causa da Educação Domiciliar e estão abertas para ajudar, nestes dois anos não encontrei uma só família que não se prontificasse em compartilhar com esta mamãe homeschooler que vos fala, mas isto não quer dizer que elas sejam obrigadas a fazer isto.

Então, ao pedir ajuda, lembre que é outra família que está ali, trocando informações com você. Agradeça, e coloque-se também à disposição. É na troca que crescemos mais. E ninguém sabe tudo que não possa aprender algo, assim como ninguém é tão sem conhecimento que não possa ensinar alguma coisa.

Concluindo, a união, em nossa luta pela aprovação do Projeto de Lei do Ensino Domiciliar no Brasil, é fundamental. 

Abraços a todas as famílias. Não estamos sozinhos, temos uns aos outros.

Glaucia Mizuki

Mamãe Homeschooler, Pedagoga e Coaching Online

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terça-feira, 11 de novembro de 2014

A Mãe imperfeita e seu filho imperfeito:cada criança é especial

Um outro texto da mamãe: 

"Quando o Sam nasceu , em poucos meses ele já mostrou para o que veio... muita aventura e brincadeira acompanhada de muita personalidade.

Não é sempre fácil, é um exercício. Assim como cada criança, ele é diferente e possui seu próprio jeito de compreender e interagir com o mundo.

E equilibrar isto , é um exercício físico e mental e por muitas vezes cansativo.
Eu fico tentando temperar tudo com amor e segurança, liberdade e disciplina. Confiando que ele irá levar consigo o que aprende em casa, mas há momentos que isto não acontece.

E eu confesso que é frustrante. Momentos em que sua personalidade, em formação, o impulsiona a testar os limites e este empurra e estica sempre nos atinge de alguma forma.

Eu tenho consciência que sou imperfeita, e por isto também meu filho não pode ser e não é perfeito, assim como cada criança ele tem suas limitações e dificuldades.

Ele possui seu próprio jeito de aprender, e em casa, comigo, ele tem a oportunidade de ter seu jeito respeitado ao invés de precisar se adaptar ou se nivelar pela maioria. E isto tem ampliado seu aprendizado para além do que eu mesma planejo para ele. E em casa não estamos reproduzindo uma escola, nem competindo com uma, estamos apenas brincando e vivendo a cada dia da forma mais tranquila possível.

Estamos sempre tirando o melhor de cada dia e aprendendo com cada situação, ou apenas vivendo o dia como é possível e esperando o dia seguinte para começar novamente. De qualquer forma, o que me motivou a escrever, foram as mamães de filhos especiais.
Não estou dizendo que sei o que estas mães passam, mas posso afirmar que vivo um vislumbre do stress que estão sobre elas, vez ou outra.  Apenas um vislumbre, um momento em conta gotas, que me faz respeitar muito a luta diária e constante destas mulheres.

Porque apesar de meu filho não ter nenhuma necessidade especial, ele possui uma característica que me ajuda a ter esta sincera empatia com todas estas mamães especiais que eu admiro.

 O Samuel é muito saudável, e possui uma energia física que , creio, se estivesse em outra família que não a nossa, talvez estivesse recebendo medicação por hiperatividade (assim como muitas outras crianças diagnosticadas de forma incorreta).

Ele sente uma necessidade constante de movimento, e eu costumo usar sua energia e disposição nos estímulos educativos que proporciono em casa, lembrando que além disto ele precisa diariamente de pelo menos algumas horas de atividade física para gastar sua "pilha". Então aqui nós dançamos, pulamos, corremos, escorregamos pelo quintal...e após ele se exercitar , as vezes de forma frenética, ele vem e me abraça e outras vezes me fala "mamãe ... feiz" (feliz). Se o dia passa sem conseguirmos fazer estas atividades, o stress é garantido e geralmente me deixa sem energias.

Ele é muito espontâneo. E eu ainda estou aprendendo a conhecer o seu jeito de conhecer o mundo.
Como toda mãe que percebe seu filho destoando da maioria, eu as vezes me entristeço, as vezes me choco, as vezes choro e outras vezes me encho de orgulho por coisas simples. Porque sou humana, sou somente mais uma mamãe, e também tenho expectativas e frustrações. E só eu sei o que é planejar um passeio para um lugar novo sabendo exatamente o que acontecerá quando o Sam chegar lá. Ele vai querer explorar cada milímetro, vai fugir, vai querer conhecer cada espaço,espiar cada fresta, aproveitar cada momento, vai agir como se o mundo fosse acabar cinco minutos após chegar no local...e apesar de todos os combinados e acordos que fazemos antes de sair de casa, ele vai agir como se fosse a última pessoa no mundo vivendo o último segundo antes do apocalipse (quem já viu isto, comprova rsrsrs).

E ele veio assim, com este "upgrade", direto da Fábrica. Como se na alma dele estivesse a ordem "CARPE DIEM". E ele tem esta intensidade. Eu não posso e nem quero privá-lo desta força que o move, minha missão não é modificar meu filho.Creio que Deus o fez assim por um motivo específico, que embora eu desconheça, um dia fará sentido. O que eu posso fazer, é ensinar ele a dominar seus impulsos, a se acalmar e a ter fé. Porque seus impulsos um dia podem se tornar em bravura, sua energia e curiosidade podem virar a força de um homem adulto destemido. Sua teimosia pode virar resiliência. Sua arrogância em humildade...pelo menos preservo minha fé nestas possibilidades e nisto renovo meu ânimo. E no momento, ele é apenas uma criança, como a semente da árvore que um dia se tornará.

No momento , a maior expectativa que eu tenho, é que eu possa compreender melhor o meu filho. Porque ele é o meu presente especial, escolhido para me ensinar a ser mais humana. Escolhido para diminuir meu ego, para me fazer compreender que o momento presente é tudo o que temos, e o amanhã não nos pertence. Com ele eu sou uma pessoa melhor, e espero ajudar ele a ser também uma pessoa melhor no futuro.

Enquanto isto, seguimos pulando, dançando, escorregando, escalando, ligados no 220v e suportando os olhares negativos de quem não compreende o que estamos fazendo. Ou ainda os conselhos desconexos de quem julga sem conhecer... e assim vamos... vencendo os obstáculos e ahhh...fazendo a brincadeira diária preferida dele... "mamãe, vamos! Corrida!" e eu respondo "vamos filho" e com isto quero dizer "eu estou aqui é para correr contigo mesmo, conta comigo".

GLAUCIA MIZUKI"


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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

O privilégio de Educar o filho em casa x escolher uma boa escola

Segue abaixo um texto de minha mamãe: 


Quando a escola fala que de manhã tem recreação e a tarde funciona a parte pedagógica ...corra! rsrsr
É muita falta de compreensão do que é Pedagogia. Corra enquanto há tempo. A creche e a escola na primeira infância devem ser o último recurso e não a lógica automática. Não deve ser a principal ou única opção dos pais. 

Hoje vejo tantas mães resgatando questões como o parto natural e falam tanto em empoderamento, mas aí a criança nasce e acaba o poder da maioria destas mães. Se sentem capazes e empoderadas para parir mas não para ensinar o próprio filho? (Isto daria outro post rs)

A verdade que muitos não falam é que na maioria das vezes a criança está melhor com uma mãe e em casa. Mesmo que você não tenha nada intencionalmente programado para ensinar e desde que não deixe seu filho parado na frente da televisão , o vínculo da afetividade que você cultiva no dia a dia com seu filho poderá promover muito mais benefícios para a formação do caráter, auto estima e segurança de seu filho do que qualquer conteúdo que a escola possa ensinar. 

Dizer que criança que vai em creche sabe dividir brinquedos e as que ficam em casa não sabem, é mito e os pais falam isto para si mesmo com a intenção de justificar a consciência. A educação é dada em casa pelos pais. Mesmo um filho único pode aprender a partilhar seus brinquedos se aprender isto em casa com os pais.

Dizer que a criança que fica em casa não socializa, é mito. E as creches falam isto para ficarem lotadas e faturarem mais. E a sociedade repete isto e esquece que o primeiro ambiente socializador é a família, e é muito mais rica pela variedade etária. E os seus pares, a criança pode encontrar entre vizinhos, amigos, no parque, igreja ou atividades extras. A escola não é detentora da socialização.

Uma coisa é você precisar colocar seu filho numa creche, outra totalmente diferente é achar que ele estará melhor lá do que com você. A necessidade do momento pode exigir que você coloque em uma creche, meu filho mesmo ficou dos 6m até 1ano6m na creche, e quando finalmente pude ficar em casa com ele percebi a diferença tanto em seu desenvolvimento e sua saúde (nunca mais teve crises de bronquite), como em nosso relacionamento familiar. Por isto e pelo relato de todas as mamães que voltaram ao Lar e lutam pelo direito de criar os próprios filhos, é que afirmo que  ninguém é mais capaz do que você para educar seu filho. 

Você pode falar: mas como ensinar meu filho? Ah ! Esta é a questão motivadora. E filho está aí para nos ensinar e nos motivar a buscar respostas. Com esta motivação você pode ir além do que muita professora reproduz em sala de aula. 
Conheci professoras de Educação Infantil que tinham 20 anos de experiência, o que não valia absolutamente nada quando você as via de perto, pois estavam reproduzindo a mesma prática durante duas décadas. 

E conheci também professoras boas e estagiárias, cheia de empolgação, dedicação, amor pelo ensino e pelas crianças, como a assistente de professora, chamada May , que cuidava do meu filho com tanto amor que assim que a via ele abria os bracinhos para ir ao colo dela. Diziam na creche que era o filho postiço da May, e isto me deixava um pouco mais confortada por estar longe dele meio período.  E eu aproveitava ao máximo o tempo restante que tínhamos juntos, fazia daquele um tempo de qualidade mas mesmo assim não é a mesma coisa que estar em casa e ter o privilégio de realmente ensinar o próprio filho. E colocar o filho em tempo integral na escola era algo totalmente descartado para mim. 

Por outro lado, ouço mães falando que não aguentam ficar com o filho em casa e logo em seguida falam que eles estão melhores lá na creche do que com elas,e infelizmente nestes casos preciso concordar com algumas delas, porque nada pior para uma criança do que ficar na companhia de alguém que não admira sua companhia (e é triste pensar que esta pessoa seja a própria mãe).

Eu , com certeza não sou uma mãe perfeita (não creio que exista uma rs) , mas amo estar com meu filho e tenho consciência que esta fase está passando  rápido. No entanto os ensinamentos e convivência que estamos compartilhando juntos sei que ele levará por toda a vida, e é um privilégio saber que eu fiz parte da vida dele de forma tão profunda. 
É um privilégio gerar um filho, e não falo de gestação, de parir...mas sim do dia a dia onde tudo o que fazemos gera no filho uma semente...confiança, medo, alegria, abandono, tristeza, segurança, descaso ...AMOR. 
Independente da sua realidade, quais sementes você tem semeado?

De qualquer forma, não se culpe. Se você precisa colocar o seu filho em uma creche, coloque mas faça sua parte. Acompanhe, participe, escolha uma escola que defenda seus valores. Não terceirize a educação do seu filho e nem o abandone ao currículo da creche. E se você preferiu se privar de outras coisas e até apertar o orçamento para passar um tempo a mais com seu filho, em uma Educação Domiciliar, seja por um ou dois anos, ou definitivamente,  saiba que será uma aventura inesquecível e um privilégio .  Aproveite :) 



Em outro texto explicamos a importância da Educação Domiciliar  sobre a ótica cristã e explico o que significa Homeschooling e Unschooling.

Se você quer saber mais sobre como aplicar a Educação Domiciliar, entre em contato conosco pelo email coordenadorapedagogica@gmail.com e solicite informações sobre nossa Consultoria Educacional Online.

Glaucia Mizuki 
Mamãe do Sam,
Pedagoga e
Consultora Educacional Online.
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domingo, 14 de setembro de 2014

O Cristão e o Homeschooling : por que é importante saber mais sobre o tema?


Este texto pretende levantar alguns pontos de reflexão, sugerir muitos questionamentos e trazer algum esclarecimento sobre o tema. O primeiro aspecto importante a responder: o que é Homeschooling?

A tradução geralmente escolhida para o termo é de “Educação Domiciliar”, mas para melhor expressar a responsabilidade que o termo homeschooling carrega consigo, podemos compreender também como Educação Familiar, pois pode ser realizada ou não no domicílio mas definitivamente é uma ação familiar, assim, Homeschooling seria  a educação pensada pela família, para a família e com a família.

Este pensamento pode contribuir para a compreensão do leitor, de que na Educação Familiar o  estudante não está circunscrito em um espaço físico (como naturalmente estaria na escola). Inclusive, a ideia do estudante que estuda em casa ser isolado da sociedade ocorre devido a leitura “escolarizada” que as pessoas fazem dos termos Homeschooling, Ensino e Educação. 

O mito do isolamento ou da ausência de socialização, é inclusive um dos contra-argumentos mais utilizados pela sanha oposicionista. Apenas o desconhecimento do que é Homeschooling e de como ele ocorre, pode levar a estas interpretações rasas sobre o termo. E além do desconhecimento, a ausência de interesse em conhecer em profundidade os benefícios deste método acompanham também as ideias “escolarizadas” do que seria Educação e ensino.

Internacionalmente, Homeschooling é um movimento que foi adquirindo força em meados da década de 70, nos Estados Unidos,  quando autores como Jonh Holt começaram a escrever sobre a Reforma Educacional. E tanto nos EUA como no mundo, o Homeschooling tem sido um movimento  progressivo, adquirindo cada vez mais adeptos. As razões para este crescimento são diversas, como a insatisfação geral com o sistema educacional até  razões bem pessoais como crenças religiosas e filosóficas. Ou seja, o Homeschooling é mais uma modalidade de Ensino do que um método de ensino em si (assim como a Educação a Distância, por exemplo, que não anula a Educação Presencial).

Na prática, como pode ser o Homeschooling? 

Pensar nesta resposta requer questionar o que entendemos por Educação e Ensino. Estaremos pincelando algumas questões para que o leitor possa desenhar sua resposta particular: você consegue aprender sozinho sem ter um professor para lhe dizer o que você precisa aprender e como aprender e quando aprender? Você já teve interesse em algum assunto e procurou pesquisar e aprender por si ou informalmente com ajuda de um conhecido? Se você respondeu "sim" para a segunda questão já experimentou uma forma de Homeschooling, de aprender em casa, por si só ou com ajuda de alguém.  Se respondeu "não" para as duas perguntas, há muitas razões para isto e a escolarização pode ser uma delas, mas a questão principal não é se a sua resposta foi negativa e sim se a sua intenção é que seus filhos permaneçam respondendo negativamente para estas questões. Afinal um dos benefícios do Homeschooling é ensinar a criança a estudar e  prosseguir estudando por si só.

Já o termo unschooling ergue definitivamente a bandeira da desescolarização. Lembrando que no Homeschooling há tanto as famílias que seguem um material pronto reproduzindo-o em casa (como uma pequena escola) como também aquelas que utilizam a curiosidade e interesse dos filhos para aplicar um currículo próprio desenvolvendo e guiando o ensino junto com a criança. Algumas pessoas dizem que esta segunda forma de Homeschooling seria uma forma de unschooling ou Homeschooling “relaxado”; e outros dizem que a criança no unschooling aprende no seu ritmo e à sua própria maneira.
 De certa forma há muitas nuances onde ambos conceitos (homeschooling e unschooling) se misturam. Outra variação é o Homeschooling Parcial (Part-time) onde os filhos freqüentam cursos específicos como música ou artes (ou qualquer outra disciplina) em uma escola (ou professor particular), sempre trabalhando parcialmente em casa. O importante é compreendermos que independente do modelo escolhido pelos pais eles tem o direito (e dever) de interferir e guiar a educação dos filhos.

Enfim, at
é aqui falamos um pouco o que é homeschooling. Pincelamos dúvidas a respeito da Educação Escolar e falamos de algumas formas distintas de Homeschooling e as diferenças e semelhanças com o Unchooling.


Homeschooling no Brasil

Agora podemos nos perguntar como o Homeschooling se encaixa na lei brasileira?  Para responder esta questão é necessário ter em mente que o Homeschooling não defende o desaparecimento das escolas mas o direito de que os filhos sejam também ensinados fora da mesma se os pais assim solicitarem. 
A realidade hoje é que muitas famílias já praticam o Homeschooling no Brasil, apesar de a lei brasileira não contemplar de forma clara este direito, entretanto em um artigo no site jus navigandi, o Procurador do Banco Central Alexandre Magno F.Aguiar afirmou:

“o ensino domiciliar também é um direito dos pais, pois, conforme o Código Civil, uma das atribuições decorrentes do poder familiar é a de dirigir a educação dos filhos. A escolarização somente é necessária se os pais não puderem ou não quiserem educar os filhos em casa;”
Nesta fala do procurador vemos que a ordem da Educação é restabelecida sendo a família a prioridade e a escola como opção secundária, como direito e por necessidade ou também escolha, e não o contrário. Esta observação é tão importante para compreendermos a questão a seguir, que repetiremos: a família tem prioridade na forma de dirigir a educação dos filhos,  a escola é somente para os pais que dela precisarem ou não quiserem educar os filhos em casa.

Homeschooling e o Cristão

Enfim, podemos concluir este artigo respondendo a pergunta:
Por que o cristão deve saber mais sobre Homeschooling?
A responsabilidade de educar o filho é dos pais. Quanto ao ensino dos conhecimentos e conteúdos gerais, os pais podem optar por ensinar seu filho em casa pessoalmente ou parcialmente em cursos ou escolas, ou pela Internet , inclusive, e propositalmente citada por último, colocar em uma escola. Compreendendo que esta última escolha exige que os pais estejam dispostos a se comprometer com este ensino (terceirizado), acompanhando, interferindo e cobrando da escola e de instâncias superiores que o ensino seja no mínimo de qualidade.

Concluindo, se o seu filho estiver aprendendo em casa ou na escola,  isto deve ser uma escolha totalmente sua e de sua família, e nenhuma das duas ou mais opções de educar isentam os pais de acompanhar e analisar á luz da bíblia o que o filho está aprendendo. E, isto não é uma recomendação para um ou outro responsável, pois  tanto a mãe quanto o pai (e a família) precisam estar preparados para instruir e ensinar:
“Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixes o ensinamento de tua mãe” Provérbios 1:8

Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti. 2 Timóteo 1:5

Finalmente, o leitor pode se perguntar : por que o Brasil não aprovou ainda o Projeto de Lei de Educação Domiciliar? Por que a partir de 2016 crianças terão que ser matriculadas ainda mais jovens na escola (a obrigatoriedade será a partir de 4 anos e não mais 6)? E que país é este onde um juiz ameaça de mandar um pai para prisão pois ele quer exercer seu direito (e dever dado por Deus) de educar seu próprio filho? 
Bom ano eleitoral a todos.
Glaucia Mizuki, Consultora Educacional 

Algumas fontes para leitura e pesquisa

 Citação: “Durante oito anos nós raptamos as crianças cinco horas por dia, gastamos ¼ do orçamento com isto, por lei. E...todo mundo é burro?Ninguém sabe ler! Não parece a vocês que tem algo errado com isto?”  Vídeo